

O Conselho para Organizações Internacionais de Ciências Médicas (CIOMS) lançou um guia sobre o uso de inteligência artificial (IA) na farmacovigilância — área que monitora a segurança dos medicamentos. A ANVISA participou do grupo internacional que elaborou o documento, ao longo de três anos.
O guia estabelece princípios e diretrizes para o uso responsável de ferramentas de IA em atividades de segurança de medicamentos, como detecção de sinais, análise de relatos individuais de segurança e avaliação automatizada de grandes bases de dados. A publicação destaca que a incorporação da IA à farmacovigilância envolve uma combinação inédita de disciplinas — ciência da computação, matemática, regulação, ciências médicas, direitos humanos e ciências sociais —, o que exige definições claras de finalidade, limitações, riscos e precauções. Segundo o documento, o entendimento compartilhado desses parâmetros é fundamental para profissionais da indústria farmacêutica, autoridades regulatórias, pesquisadores acadêmicos e desenvolvedores de soluções tecnológicas voltadas à farmacovigilância. A padronização de conceitos, metodologias e terminologia é considerada essencial para qualificar processos decisórios e apoiar o uso ético, eficaz e seguro da IA na proteção da saúde pública.